<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Prof. Walter Moreira</title>
	<atom:link href="http://profwalter.com.br/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://profwalter.com.br</link>
	<description>Biblioteconomia. Ciência da informação. Metodologia de pesquisa científica.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Aug 2010 12:46:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Um olhar para a rede</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=845</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=845#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 23:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[redes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=845</guid>
		<description><![CDATA[Ainda somos carentes de bons pensadores sobre o universo das redes. Concorda? É inegável que há uma produção relativamente grande de artigos de periódicos e reflexões mais ou menos profundas, bem ou mal fundamentadas, veiculadas nos diversos blogs e outros equivalentes que se dedicam a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda somos carentes de bons pensadores sobre o universo das redes. Concorda? É inegável que há uma produção relativamente grande de artigos de periódicos e reflexões mais ou menos profundas, bem ou mal fundamentadas, veiculadas nos diversos blogs e outros equivalentes que se dedicam a estas e outras questões paralelas. O interesse que o tema desperta é compreensível, pois, de certo modo, a tentativa de compreender esta &#8220;era das redes&#8221; é, na verdade, uma tentativa de autocompreensão; uma velho hábito de compreender-se compreendendo o meio.</p>
<p>O problema encontrado em grande número dos textos, contudo, é a falta de profundidade no que tange aos aspectos filosóficos e sociológicos da questão. Não é todos dia que aparecem reflexões sobre a rede como as que produz Castells ou Benkler, por exemplo, ou como as que realiza <a href="http://aldoibct.bighost.com.br/" target="_blank">Aldo Barreto</a> no interior da Ciência da Informação.</p>
<p>Encontrar bons livros gratuitos sobre o tema então é quase uma fantasia. Por estes motivos resolvi chamar a atenção para o livro <em><a href="http://www.culturaderede.com.br/" target="_blank">Olhares da rede</a></em>, resultado dos debates realizados pelo Grupo de Pesquisa de Comunicação, Tecnologia e Cultura de Rede (Tecred), da Faculdade Cásper Líbero. Os debates foram realizados com base nos textos de cinco autores que pensam as redes digitais e a cibercultura: Yochai Benkler, Manuel Castells, Henry Jenkins, Lawrence Lessig e Douglas Rushkoff.</p>
<p>Transcrevo abaixo o sumário da obra para facilitar sua consulta e aguçar sua curiosidade:</p>
<ul>
<li>Benkler: as redes e a nova “mão invisível” &#8211; O papel da tecnologia; As mudanças na economia; A questão da esfera pública; Diferenças fundamentais; Capacidade de reação da esfera pública interconectada; Críticas ao afeito democratizante da Internet.</li>
<li>Douglas Rushkoff: nos meandros do caos &#8211; A pós-modernidade e o caos; Screenagers; Rushkoff vs McLuhan</li>
<li>Lessig: a regulamentação da cultura - A regulação das múltiplas possibilidades; Eldred; Uso-justo; Precaução Regulamentação: quatro tipos de coerção; Empresas de entretenimento: os “legais” de hoje são os piratas de ontem; Creative Commons e a luta por uma cultura livre; Futuro sombrio ou liberdade de dádiva?</li>
<li>Castells: a era do informacionalismo - Do capitalismo ao informacionalismo; Da informação de massa ao surgimento de redes interativas; O espaço de fluxos e o tempo intemporal da sociedade em rede; Considerações finais: a sociedade em rede.</li>
<li>Jenkins: a cultura da participação - A lógica cultural da convergência de Mídia; O conceito de Affective Economics; O conceito de Transmedia Storytelling; Cultura participativa.</li>
</ul>
<p>Boa leitura!</p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www.");
document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E"));
// ]]&gt;</script><br />
<script type="text/javascript">// <![CDATA[
try{
var pageTracker = _gat._getTracker("UA-xxxxxx-x");
pageTracker._trackPageview();
} catch(err) {}
// ]]&gt;</script></p>
<p> Viewed 1650 times by 349 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=845</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A biblioteca e seus catálogos</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=743</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=743#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 15:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidade]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[catalogação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=743</guid>
		<description><![CDATA[Em meados dos anos noventa, quando as bibliotecas brasileiras aproximaram-se efetivamente da internet e quando muitas delas consolidaram projetos de automação, era preocupação constante avaliar a eficácia desses processos de automação. Ainda avaliávamos, por meio de comparações, a eficácia dos catálogos automatizados e a dos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meados dos anos noventa, quando as bibliotecas brasileiras aproximaram-se efetivamente da internet e quando muitas delas consolidaram projetos de automação, era preocupação constante avaliar a eficácia desses processos de automação. Ainda avaliávamos, por meio de comparações, a eficácia dos catálogos automatizados e a dos catálogos convencionais. Foram questionamentos necessários ao momento, mas que hoje, com o olhar distante e mais ponderado que o tempo concede, revestem-se até mesmo de certa ingenuidade.</p>
<p>O questionamento sobre a eficácia dos catálogos tradicionais (leia-se catálogos com fichas) e dos, então chamados, <em>On-line public access catalogs </em>(OPACs), carregava, de modo implícito, a crença de que a mudança era de ferramenta apenas, quando na verdade era algo maior. O computador não era (e não é) uma “mera” ferramenta de trabalho.</p>
<p>A questão merece reflexões pela constatação de que não há determinismo na relação que entre si estabelecem a representação, a recuperação da informação e as tecnologias da informação. As tarefas básicas de organizar, administrar e disseminar o conhecimento, fazem eco, como, aliás, não poderia deixar de ser, à forma como a sociedade irá legitimar e justificar os sistemas de informação documentária, de modo geral. Num quadro sintético, a evolução dos sistemas de informação é pontuada por três fases distintas:</p>
<ul>
<li>ênfase no acervo – quando o mais importante é a coleção, considerada como símbolo de <em>status. </em>Nesse contexto a biblioteca é encarada como depositária do conhecimento humano;</li>
<li>ênfase no atendimento – as necessidades do usuário determinam todos os serviços da biblioteca; a biblioteca é interpretada principalmente por sua utilidade prática e competência em prestar bom atendimento, passa a ser denominada serviço ou sistema de informação. Não haveria nada de errado nisto não fosse o fato de que nesse contexto é possível perceber alguma idealização da figura do usuário.</li>
<li>ênfase na informação – a noção de que o importante nas unidades de informação (a nova denominação de biblioteca que a literatura sugere a partir de então) é a informação contida num documento; a constatação de que o usuário não busca algo físico, não busca suporte informacional, quando quer resolver um dado problema, quando quer reduzir sua incerteza. Quando se dirige à biblioteca quer, antes, algo intangível, incomensurável, quer a informação mesma. Não importa mais saber o que está sendo transmitido, não é a mensagem em si (e nem o meio) que importa, mas sim a intensidade das mudanças que ela (a informação, a mensagem) promoverá.</li>
</ul>
<p>O ambiente eletrônico, por meio de suas facilidades e potencialidades, inaugura uma nova fase nos processos de organização e recuperação da informação, cujo centro é a questão do acesso e não mais a posse. Essa condição torna obrigatório rever teorias biblioteconômicas como, por exemplo, as referentes à formação e desenvolvimento de coleções e coloca em cheque várias fórmulas de controle informacional.</p>
<p> Viewed 2016 times by 418 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=743</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Linguagem e ontologia</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=733</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=733#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 May 2010 16:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[ontologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=733</guid>
		<description><![CDATA[Li recentemente um livro muito interessante intitulado Ontología del lenguaje de um pensador chileno chamado Rafael Echeverría. A obra (para a qual não encontrei tradução em língua portuguesa) foi publicada em 1994 e nela o autor defende, com um esforço quase apaixonado, a ontologia da...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li recentemente um livro muito interessante intitulado <em>Ontología del lenguaje </em> de um pensador chileno chamado Rafael Echeverría. A obra (para a qual não encontrei tradução em língua portuguesa) foi publicada em 1994 e nela o autor defende, com um esforço quase apaixonado, a ontologia da linguagem como condição para compreender o que significa o ser humano em sua relação com a linguagem, como permite antever o título.</p>
<p>Para o desenvolvimento de sua proposta Echeverría apresenta três postulados básicos: a) a interpretação dos seres humanos como seres linguísticos; b) a interpretação da linguagem como generativa e c) o entendimento de que os seres humanos desenvolvem-se na linguagem e por meio dela. Apresento abaixo uma síntese dessas ideias (até quando ainda vou insistir em acentuar esta palavra?), no intuito de que o leitor se interesse pela obra e pelo debate.</p>
<p><strong>Primeiro postulado: os seres humanos como seres linguísticos</strong></p>
<p>Para não cair na tentação fácil do reducionismo, é preciso entender que priorizar a linguagem não prescinde de outras dimensões não linguísticas da existência humana. A opção pela linguagem deve-se ao fato de que é precisamente pela linguagem que é possível ao ser humano reconhecer os domínios existenciais não-linguísticos e é também por meio da linguagem que conferimos sentido à nossa própria existência. Citando textualmente Echeverría (2003, p. 206, tradução nossa):</p>
<p><em>O que chamamos mente, razão, espírito, consciência etc., são todos fenômenos baseados na capacidade recursiva da linguagem. Quanto mais nos deslocamos na cadeia recursiva da linguagem, mais somos capazes de observar nossas vidas como um todo, quanto mais nos aproximamos do mistério da vida, mais espirituais tornam-se nossas experiências. Quanto mais falamos “sobre” nossas experiências, ou “sobre” a experiência de falar sobre as nossas experiências, mais reflexivos nos tornamos.</em></p>
<p><strong>Segundo postulado: o entendimento da linguagem como generativa</strong></p>
<p>A linguagem, numa concepção tradicional, é vista como instrumento para descrever a realidade externa (o que percebemos) ou interna (o que pensamos ou sentimos). Há aí duas concepções fundamentais: a capacidade passiva ou descritiva da linguagem e a crença de que a realidade antecede a linguagem. Com os progressos no campo da filosofia da linguagem surgem novas compreensões que permitem compreender que a linguagem não só descreve o mundo, mas também o faz acontecer, permite realizar coisas, isto é, possui função não apenas descritiva, mas também generativa.</p>
<p>O filósofo britânico J. L. Austin foi o primeiro a enfatizar essa qualidade ativa da linguagem ou, usando suas próprias palavras, a natureza ‘executante’ (‘performativa’) da linguagem. Nesta concepção, mesmo quando descrevemos, estamos “fazendo” uma descrição e, portanto, estamos atuando.</p>
<p><strong>Terceiro postulado: a compreensão de que os seres humanos se criam na linguagem e por meio dela</strong></p>
<p>Não sabemos realmente como as coisas são, sabemos apenas como ela se nos aparecem, sabemos como as observamos ou como as interpretamos. Vivemos em mundos interpretativos. A linguagem não é, deste ponto de vista, ingênua, pois qualquer interpretação altera a quantidade e a qualidade das possibilidades.</p>
<p>Não é apenas o que somos que dirige nossas ações; também somos de acordo com o modo como atuamos. A ação cria o ser e o ser evolui de acordo com o que faz.</p>
<p>É certo que os indivíduos atuam de acordo com os sistemas sociais aos quais pertencem, mas, ainda que condicionados por estes sistemas, também podem mudá-los. A linguagem é, aliás, ela mesma, fruto da interação social; a capacidade biológica para a linguagem não a cria, necessariamente.</p>
<p>Tratar o indivíduo e seu mundo como construções linguísticas abre possibilidades interessantes de interpretações. O autor examina, por exemplo, o domínio do sofrimento humano. O sofrimento, defende, é um fenômeno linguístico, e é isto que o diferencia da dor. O sofrimento é dependente de interpretações; sem linguagem não haveria sofrimento.</p>
<p>Já parou para pensar nisso?</p>
<p>ECHEVERRIA, Rafael.  <strong>Ontologia del lenguaje. </strong>7.ed.  Santiago: J.C. SÁEZ, 2003.</p>
<p> Viewed 2033 times by 430 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=733</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um frio na espinha</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=702</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=702#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 18:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[música e literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=702</guid>
		<description><![CDATA[Vivi recentemente duas emoções marcantes, de natureza e intensidade diferentes, mas irmanadas por aquilo (para o qual eu ainda não conheço o nome) que todas as emoções guardam entre si e que no senso comum é traduzido pela expressão &#8220;frio na espinha&#8221;. A primeira delas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivi recentemente duas emoções marcantes, de natureza e intensidade diferentes, mas irmanadas por aquilo (para o qual eu ainda não conheço o nome) que todas as emoções guardam entre si e que no senso comum é traduzido pela expressão &#8220;frio na espinha&#8221;. A primeira delas ocorreu no dia 10 abr., quando assisti pela primeira vez a um show de Maria Bethânia; a segunda no dia 23 abr., data de minha defesa de tese de doutorado, como já havia <a href="../?p=676">anunciado neste espaço</a>.</p>
<p>Confesso: começo este <em>post</em> sem saber realmente como poderei unir coisas tão distantes como Bethânia e as ontologias, mas depois de vencer quatro horas de banca, considero este um desafio bem mais simples. Vamos a ele.</p>
<p>Baseado nos CDs mais recentes <em>Tua </em>e<em> Encanteria, </em>o show de Maria Bethânia foi realizado no Citibank Hall. A casa (cujo nome, na minha cabeça ainda é Palace) é  belíssima, elegante e com o aconchego ideal para um show intimista como o que vi. A turnê de Bethânia intitula-se <em>Amor, festa, devoção</em>, ensinamentos de Dona Canô para o bem viver, segundo declara a própria Bethânia em um dos momentos mais emocionantes do espetáculo. Bethânia conta isso logo após interpretar (e que interpretação!) <em>Não identificado</em>, de Caetano Veloso. Eis o que ela diz:</p>
<p>&#8220;Essa canção (‘Não Identificado’), do Caetano, era a música preferida do meu pai. Sempre imaginava que ele dedicava, silencioso, à minha mãe. Comigo acontece algo parecido. Mas Deus me deu voz. E assim faço ecoar no tempo o nosso amor por ela. Amor, festa, devoção. Ensinamentos dela para bem viver. Meu canto é teu, minha senhora&#8221;.</p>
<p>Só mesmo um “filho de chocadeira” é capaz de não se emocionar com isso. Ainda mais quando se considera que ela mal dá tempo para que nos recuperemos e inebria a todos com <em>Estrela</em>, de Vander Lee. Se você quiser experimentar um simulacro dessa emoção procure o vídeo no <em>YouTube</em>, há sempre uma boa alma que praticamente perde o show no afã de captar e disponibilizar algo.</p>
<p>O espetáculo é todo emocionante. “No Brasil hoje, quem canta e manda é Bethânia” <a href="http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1483&amp;IdCanal=4&amp;IdSubCanal=&amp;IdNoticia=126865&amp;IdTipoNoticia=1" target="_blank">afirmou recentemente</a> Jaime Alem, violonista que a acompanha há 27 anos, a quem Bethânia chama de Maestro. Ele sabe o que diz. O que há de mais envolvente na figura de Maria Bethânia é sua autenticidade. Gosto de sua atitude, de sua fuga de rótulos, e me identifico plenamente com as coisas que ela valoriza, tão bem expressas no título do espetáculo.</p>
<p>De como Bethânia se relaciona com minha tese.</p>
<p>Primeiramente é bom que se saiba: não se constrói uma tese sem uma boa dose de <strong>amor</strong> e <strong>devoção </strong>(minha mãe também me ensinou isso). Sem amor ao conhecimento e devoção completa à pesquisa científica é impossível qualquer avanço neste tipo de conhecimento. Pesquisar e produzir um relato de pesquisa, digo sempre, é um exercício completo de humildade, pois é preciso, diariamente, tomar contato com seus limites e com as crueldades da própria ignorância. Para escrever é preciso ler, ler muito e é preciso igualmente escrever e reescrever infinitas vezes o mesmo trecho. O que há de mais complexo no processo de pesquisa, penso, é exercitar a capacidade de desvencilhar-se das coisas que não poderão ser contempladas no trabalho, seja por conta do recorte temático ajustado, seja por conta do tempo, ou, de novo ela, seja por conta da própria limitação da compreensão do assunto. Por que então, pesquisar? Podem perguntar os mais apressados. Pela <strong>festa</strong>, eu diria, pelo prazer de poder contemplar algumas pequenas coisas com lentes mais limpas. Pela inenarrável alegria que se experimenta quando os próprios limites são superados. Pelo friozinho na espinha. Pela compreensão, afinal, de que Deus também me deu voz.</p>
<p> Viewed 2039 times by 416 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=702</wfw:commentRss>
		<slash:comments>19</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alguma coisa sobre Paul Otlet</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=688</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=688#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 13:57:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[paul otlet]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=688</guid>
		<description><![CDATA[Uma vez li um artigo que questionava sobre quais seriam os &#8220;alemães mortos&#8221; da biblioteconomia. Em busca da compreensão teórica e histórica deste campo o autor perguntava sobre quais seriam os clássicos que os estudantes de biblioteconomia deveriam, obrigatoriamente, ler,  a exemplo do que ocorre...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez li um artigo que questionava sobre quais seriam os &#8220;alemães mortos&#8221; da biblioteconomia. Em busca da compreensão teórica e histórica deste campo o autor perguntava sobre quais seriam os clássicos que os estudantes de biblioteconomia deveriam, obrigatoriamente, ler,  a exemplo do que ocorre com os estudantes de sociologia que devem ler Marx, Weber, Durkheim, entre outros.</p>
<p>Com resolvi falar hoje aguma coisa sobre Otlet, lembrei-me desse artigo e, maravilha das maravilhas, com uma rápida busca no Google, encontrei-o. Trata-se de um artigo de Sidney J. Pierce, intitulado <a href="http://individual.utoronto.ca/jemai/Papers/DeadGermans.pdf" target="_blank"><em>Dead germans and the theory of librarianship</em></a>. Lembro-me de ter lido este texto ainda na época do mestrado (por volta de 1998) e que nesta ocasião solicitei cópia dele à ALA, no que fui pronta e gentilmente atendido,  recebendo o artigo, acredite, via fax (será que os mais novos sabem o que é isso?). Como acontece com quase todas as boas perguntas, a pergunta de Pierce também fica sem resposta, ou, pelo menos, não oferece uma resposta do modo mais direto ou pragmático como encaramos este conceito.</p>
<p>Com a busca, acabei descobrindo também que a provocação de Pierce inspirou um projeto desenvolvido pela Escola de Ciência da Informação da University of Tennenssee, Knoxville, que pretende reunir biografias de pessoas significantes para a compreensão das bases teóricas e práticas da ciência da informação. Não pude precisar se o projeto ainda está ativo. De qualquer modo,  <a href="http://web.utk.edu/~gwhitney/germans.html" target="_blank">confiram</a>, quem sabe isso pode lhes inspirar a identificar quais seriam os &#8220;alemães mortos&#8221; presentes nas bibliografias dos cursos  de biblioteconomia brasileiros.</p>
<p>O que Otlet tem a ver com isso? O advogado pacifista belga Paul Otlet (1868-1944), a quem devemos a CDU é, sem dúvida, um dos nossos mais caros &#8220;alemães mortos&#8221;. Seu <em>Tratado de documentação</em> deveria figurar como leitura obrigatória em todos os cursos de biblioteconomia, documentação ou ciência da informação. A título de incentivo e como introdução, seguem uma breve bibliografia com preferência paras os textos disponíveis na rede (compilada já há algum tempo e que não tem qualquer pretensão de ser exaustiva) e um vídeo muito interessante sobre o sonhador Otlet, a quem alguns caracterizam também como o idealizador da internet.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qwRN5m64I7Y&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/qwRN5m64I7Y&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2><strong><span>B</span></strong></h2>
<ul>
<li>BARRETO, Aldo A. Tecnoutopias do saber: redes interligando o  conhecimento, As. <strong>DataGramaZero</strong>, v.6, n.6, dez. 2005.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://datagramazero.org.br/dez05/Art_01.htm">http://datagramazero.org.br/dez05/Art_01.htm</a>]  Acesso em: 12 dez. 2005</li>
<li>BRUNA, Javier Salvador. Recepción de la obra otletiana en España a  través del análisis cualitativo de citas. <strong>Documentación de las  Ciencias de la Información</strong>, n. 29, p. 25-69, 2006. Disponível  em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://eprints.rclis.org/archive/00008570/">http://eprints.rclis.org/archive/00008570/</a>]  Acesso em: 01 set. 2007</li>
<li>BUCKLAND, Michael. Information retrieval of more than text. <strong>Journal  of the American Society for Information Science</strong>, v. 42, p.  586-588, 1991. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www2.sims.berkeley.edu/%7Ebuckland/irmoretext.pdf">http://www2.sims.berkeley.edu/~buckland/irmoretext.pdf</a>]  Acesso em: 17 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc1"><span>C</span></h2>
<ul>
<li>CLAVELL, Gaspar; RONCO, Maria Milagros. El cine para Otlet: un  documento “sustituto del libro”. <strong>Hipertext.net</strong>, n. 2,  mayo 2004. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.hipertext.net/web/pag214.htm">http://www.hipertext.net/web/pag214.htm</a>]  e também em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://eprints.rclis.org/archive/00008793/01/El_cine_para_Otlet.pdf">http://eprints.rclis.org/archive/00008793/01/El_cine_para_Otlet.pdf</a>]  Acesso em: 18 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc2"><span>D</span></h2>
<ul>
<li>DAY, Ronald E. The modern invention of information: discourse,  history and power. Carbondale: Southern Illinois University Press, 2001.  Resenha de: WILSON, T. D. <strong>Information Research</strong>, v. 8,  n. 1, 2002. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://informationr.net/ir/reviews/revs072.html">http://informationr.net/ir/reviews/revs072.html</a>]  Acesso em: 17 jul. 2007</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">_</span>_. The modern  invention of information: discourse, history and power. Carbondale:  Southern Illinois University Press, 2001.</li>
</ul>
<h2 id="toc3"><span>F</span></h2>
<ul>
<li>FERREIRA JR. Hélio S. Otlet realizador ou visionário? O que existe  em um nome? Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 2, p. 9-16,  maio/ago. 2006. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=922&amp;layout=abstract">http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=922&amp;layout=abstract</a>]  Acesso em: 18 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc4"><span>G</span></h2>
<ul>
<li>GARCIA, Hilda Lelis; CÁRDENAS, Celia Mireles. Aportaciones de Paul  Otlet a la Bibliotecología actual. <strong>Liber</strong>, v. 4, n. 3,  p. 22-26, jul./set., 2002. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://eprints.rclis.org/archive/00003495/">http://eprints.rclis.org/archive/00003495/</a>]  Acesso em: 01 set. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc5"><span>H</span></h2>
<ul>
<li>HELLEMANS, Jacques. Paul Otlet (1868-1944): fondateur du mouvement  bibliogique international. In: COLLOQUE INTERNATIONAL DE BIBLIOLOGIE,  SCIENCE DE LA COMMUNICATION ÉCRITE, 19., 2006, Alexandrie. Proceedings…  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.aib.ulb.ac.be/2006-alexandrie/fulltext/hellemans.pdf">http://www.aib.ulb.ac.be/2006-alexandrie/fulltext/hellemans.pdf</a>]  Acesso em: 18 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc6"><span>J</span></h2>
<ul>
<li>JUDGE, Anthony; FISCHER, Joel. Union of International Associations —  Virtual Organization: Paul Otlet&#8217;s 100-year Hypertext Conundrum? 2001.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.laetusinpraesens.org/docs/otlethyp.php">http://www.laetusinpraesens.org/docs/otlethyp.php</a>]  Acesso em: 17 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc7"><span>L</span></h2>
<ul>
<li>LEVIE, Francoise. L&#8217;homme qui voulait classer le monde: Paul Otlet  et le Mundaneum. Brussels: Les Impressions Nouvelles, 2006.</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">_</span>_. The Man Who  Wanted to Classify the World: From the Index Card to the World City, the  Visionary Life of a Belgian utopian, Paul Otlet (1868-1940).  Documentary by Francoise Levie. Sofidoc Production, 46 rue Colonel  Bourg, B-1030 Brussels, Belgium.</li>
</ul>
<h2 id="toc8"><span>N</span></h2>
<ul>
<li>NOYER, Jean-Max; SERRES, Alexandre. De Paul Otlet a Internet. 1997.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.uhb.fr/urfist/SerreDEF.htm">http://www.uhb.fr/urfist/SerreDEF.htm</a>]  Acesso em: 17 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc9"><span>P</span></h2>
<ul>
<li>PEREIRA, M. N. F., PINHEIRO, L.V.R. (orgs.). O sonho de Otlet:  aventura em tecnologia da informação e comunicação. Rio de Janeiro,  Brasília: IBICT, DEP/DDI, 2000.</li>
</ul>
<h2 id="toc10"><span>R</span></h2>
<ul>
<li>RAYWARD, W. B. International Organisation and Dissemination of  Knowledge: selected essays of Paul Otlet, edited and translated by W.  Boyd Rayward. Amsterdam: Elsevier, 1990.</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">_</span>_. The case of  Paul Otlet, pioneer of information science, internationalist, visionary:  reflections on biography. Journal of Librarianship and Information  Science, v. 23, p. 135-145, sep. 1991. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://people.lis.uiuc.edu/%7Ewrayward/otlet/PAUL_OTLET_REFLECTIONS_ON_BIOG.HTM">http://people.lis.uiuc.edu/~wrayward/otlet/PAUL_OTLET_REFLECTIONS_ON_BIOG.HTM</a>]  Acesso em: 30 jul. 2007.</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">_</span>_. The Origins of  Information Science and the International Institute of Bibliography/  International Federation for Information and Documentation (FID).  Journal of the American Society for Information Science, n. 48, apr.  1997.</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">_</span>_. Visions of  Xanadu: Paul Otlet (1868-1944) and hypertext. Journal of the American  Society for Information Science, v. 45, n. 4, p. 235-250, 1994.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://people.lis.uiuc.edu/%7Ewrayward/otlet/xanadu.htm">http://people.lis.uiuc.edu/~wrayward/otlet/xanadu.htm</a>]  Acesso em: 17 jul. 2007.</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">_</span>_. The Universe of  Information: The Work of Paul Otlet for Documentation and International  Organization. (FID 520). Moscow: VINITI, 1975.</li>
</ul>
<h2 id="toc11"><span>S</span></h2>
<ul>
<li>SANCHEZ, Juan Manuel Z. <strong>El paradigma otletiano como base de  un modelo para la organización e difusión del conocimiento científico</strong>.  Tesina (Licenciado em Bibliotecologia) &#8211; Colegio de Bibliotecologia,  Facultad de Filosofía y Letras, Universidad Nacional Autónoma de México,  México, 2001. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://eprints.rclis.org/archive/00004752/">http://eprints.rclis.org/archive/00004752/</a>]  Acesso em: 02 set. 2007.</li>
<li>SANDER, Susana. La sociedad del conocimiento en Paul Otlet: un  proyecto comteano. Investigacion Bibliotecologica, v. 16, n. 32, 2002.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.ejournal.unam.mx/iibiblio/vol16-32/IBI03203.pdf">http://www.ejournal.unam.mx/iibiblio/vol16-32/IBI03203.pdf</a>]  Acesso em: 18 jul. 2007.</li>
<li>SANTOS, Paola de Marco L.  Paul Otlet: um pioneiro da organização das redes mundiais de tratamento e difusão da informação registrada.  Ciência da Informação, v. 36, n. 2, p. 54-63, 2007.  Disponível em: [<a href="http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/971/719" target="_blank">http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/971/719</a>].  Acesso em: 10 abr. 2010.</li>
<li>SANTOS, Paola de Marco L. Ponto de inflexão Otlet: uma visão sobre  as origens da Documentação e o processo de construção do Princípio  Monográfico. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de  Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-24092007-173121/">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-24092007-173121/</a>]  Acesso em: 23 abr. 2008</li>
</ul>
<ul>
<li>SANTOS, Raimundo N. M. Paul Otlet: mais que um visionário, um  obstinado. <strong>Transinformação</strong>, v. 16, n. 1, 2004.  Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewarticle.php?id=53&amp;OJSSID=35de72a41237e81246369a0211849a5a">http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewarticle.php?id=53&amp;OJSSID=35de72a41237e81246369a0211849a5a</a>]  Acesso em: 30 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc12"><span>W</span></h2>
<ul>
<li>WRIGHT, Alex. Forgotten forefather: Paul Otlet. Boxes and Arrows,  out. 2003. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.boxesandarrows.com/view/forgotten_forefather_paul_otlet">http://www.boxesandarrows.com/view/forgotten_forefather_paul_otlet</a>]  Acesso em: 17 jul. 2007.</li>
</ul>
<h2 id="toc13"><span>Y</span></h2>
<ul>
<li>YEPES, José López. La influencia de Otlet em la documentación  española: aportaciones a la formación del pensamiento documentario  español. Revista General de Información y Documentación, v. 42, n. 2, p.  239-256, 1994. Disponível em: [<a onclick="window.open(this.href, '_blank'); return false;" href="http://www.ucm.es/BUCM/revistas/byd/11321873/articulos/RGID9494220239A.PDF">http://www.ucm.es/BUCM/revistas/byd/11321873/articulos/RGID9494220239A.PDF</a>]  Acesso em: 18 jul. 2007.</li>
</ul>
<p> Viewed 2062 times by 434 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=688</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De volta das ontologias</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=676</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=676#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 11:03:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recente]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem documentária]]></category>
		<category><![CDATA[ontologias]]></category>
		<category><![CDATA[terminologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=676</guid>
		<description><![CDATA[Depois de um longo e (não tão tenebroso assim) inverno, estou de volta! De qualquer modo, minha longa ausência foi interessante, pois funcionou, as avessas, como um termômetro. Foi reconfortante receber, de algumas pessoas, cobranças sobre os motivos pelos quais não escrevia mais. É sempre...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um longo e (não tão tenebroso assim) inverno, estou de volta! De qualquer modo, minha longa ausência foi interessante, pois funcionou, as avessas, como um termômetro. Foi reconfortante receber, de algumas pessoas, cobranças sobre os motivos pelos quais não escrevia mais. É sempre bom saber-se lido.</p>
<p>Bem, o motivo da ausência todos sabem: tese. Andei completamente envolvido com a finalização (a tal fase terminal, rs) do trabalho. Olha, deu mesmo muito trabalho, mas não se compara em intensidade à satisfação de vê-lo cumprido.</p>
<p>A tese, que será defendida em 23 abr. 2010 (data, aliás, repleta de acontecimentos importantes, como os nascimentos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare" target="_blank">William Shakespeare</a> (1564), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Planck" target="_blank">Max Planck</a> (1858), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pixinguinha" target="_blank">Pixinguinha </a>(1897), além de ser o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jorge" target="_blank">Dia de São Jorge</a>), trata da interface teórico‐prática entre terminologia, ontologia filosófica, ontologia computacional e linguística documentária. Busquei com este trabalhro investigar que subsídios estes campos oferecem para a construção de informações documentárias. Meus objetivos, portanto, foram, analisar as condições de produção, desenvolvimento, implementação, uso e integração de ontologias com base no referencial teórico da ciência da informação, investigar a contribuição das ontologias para o desenvolvimento de tesauros e vice‐versa e discutir o fundamento filosófico da aplicação de ontologias com base no estudo das categorias ontológicas presentes na filosofia clássica e nas propostas contemporâneas.<br />
Defendo que a compreensão das ontologias por meio da teoria comunicativa da terminologia colabora para a organização de um acesso menos quantitativo (sintático) e mais qualitativo (semântico) à informação. Ao longo do estudo pude observar que, conquanto compartilhem alguns<br />
objetivos comuns, ainda há pouco diálogo entre a ciência da informação (e, no seu interior, a linguística documentária) e a ciência da computação.</p>
<p>Defendo também que as ontologias concretas e as ontologias filosóficas não são eventos completamente independentes que guardam entre<br />
si apenas a similaridade de denominação e pude constatar que a discussão sobre categorias e categorização na ciência da computação, nem sempre possui a ênfase que recebe na ciência da informação, no âmbito dos estudos sobre representação do conhecimento.</p>
<p>A abordagem do rizoma, de Deleuze e Guattari, foi tratada como provocadora de reflexões sobre a validade do modelo hierárquico arborescente e sobre as possibilidades de sua ampliação.</p>
<p>Concluo que a construção de ontologias não pode prescindir do tratamento terminológico-conceitual, como compreendido pela terminologia e pela ciência da informação, acumulado nos referenciais teóricos e nas metodologias para construção de linguagens documentárias e que, por outro lado, a construção de linguagens documentárias mais flexíveis não pode ignorar o modelo de representação das ontologias, com mais predisposição para a formalização e para a interoperabilidade.</p>
<p>Pretendo, ainda, retomar algumas discussões que esboço na tese em posts rápidos e em artigos de periódicos.</p>
<p>Até a próxima!</p>
<p> Viewed 2043 times by 419 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=676</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Informação e contemporaneidade</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=640</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=640#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 14:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recente]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=640</guid>
		<description><![CDATA[O Programa de Pós-graduação da ECA/USP inaugurou recentemente sua nova página, com novo design e arquitetura de informação mais inteligente.  Há boas surpresas ali, mas nenhuma supera o livro Informação e contemporaneide: perspectivas, organizado pelas professoras Marilda Lopes Ginez de Lara, Asa Fujino e Daisy...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa de Pós-graduação da ECA/USP inaugurou recentemente sua <a href="http://www.pos.eca.usp.br/" target="_blank">nova página</a>, com novo design e arquitetura de informação mais inteligente.  Há boas surpresas ali, mas nenhuma supera o livro Informação e contemporaneide: perspectivas, organizado pelas professoras Marilda Lopes Ginez de Lara, Asa Fujino e Daisy Pires Noronha, publicado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCIECA). A obra oferece uma amostra muito interessante do que os docentes estão desenvolvendo como pesquisa e traz debates extremamente atuais sobre a configuração do campo da Ciência da Informação. E sabe o que melhor? Está totalmente disponível para <a href="http://www.pos.eca.usp.br/sites/default/files/file/cienciaInformacao/informacaoContemporaniedade.pdf" target="_blank">download</a>.</p>
<p>Confira o sumário:</p>
<p>1 <strong>O lugar da cultura no campo de estudos da informação: cenários prospectivos</strong>, de Regina Maria Marteleto</p>
<p>2 <strong>Ciência da Informação: uma ciência moderna ou pós-moderna?</strong> de Johanna W. Smit; Maria de Fátima G. Moreira Tálamo</p>
<p>3 <strong>Infoeducação: saberes e fazeres da contemporaneidade</strong>, de Edmir Perrotti e Ivete Pieruccini</p>
<p>4 <strong>Informação, cultura e sociedade: reflexões sobre a ciência da informação a partir das ciências sociais</strong>, de Marco Antônio de Almeida</p>
<p>5 <strong>Os “lugares da memória”: dispositivos ideológicos, esquemas tópicos e sistemas classificatórios</strong>, de Giulia Crippa</p>
<p>6 <strong>A leitura no contexto da formação do cientista da informação</strong>, de Anna Maria Marques Cintra</p>
<p>7 <strong>A construção da informação no universo da linguagem na contemporaneidade</strong>, de  Marilda Lopes Ginez de Lara</p>
<p>8 <strong>A codificação e a decodificação da informação documentária no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP: o Vocabulário Controlado do SIBi/USP</strong>, de Vânia Mara Alves Lima</p>
<p>9 <strong>Estudos de institucionalização social e cognitiva da pesquisa científica no Brasil: reflexões sobre um programa de pesquisa</strong>, de Nair Yumiko Kobashi</p>
<p>10<strong> Comunicação e produção científica: avaliação e perspectivas</strong>, de  Asa Fujino; Daisy Pires Noronha; Dinah Aguiar Población; José Fernando Modesto da Silva</p>
<p>11 <strong>Gestão de serviços de informação no contexto da cooperação universidade-empresa</strong>: reflexões e perspectivas, de Asa Fujino</p>
<p>12 <strong>A informação nas áreas de arte: um olhar além das práticas</strong>, de  Maria Christina Barbosa de Almeida</p>
<p>13 <strong>Ambientes virtuais de aprendizagem incorporados ao ensino presencial na graduação em Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP: a experiência do Portal Nexus – da informação ao conhecimento</strong>, de Brasilina Passarelli</p>
<p>14 <strong>Serviços de informação e histórias em quadrinhos</strong>, de  Waldomiro Vergueiro</p>
<p> Viewed 1997 times by 407 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=640</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Leite derramado</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=635</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=635#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 08:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recente]]></category>
		<category><![CDATA[música e literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=635</guid>
		<description><![CDATA[Ganhei de presente no última Dia dos Pais e demorei um pouco para ler, por conta de uma lista de leitura na qual outros tipos de texto têm privilégios (tese!), mas terminei ontem (31 out 2009) o Leite derramado, de Chico Buarque. Uma nota recentemente...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ganhei de presente no última Dia dos Pais e demorei um pouco para ler, por conta de uma lista de leitura na qual outros tipos de texto têm privilégios (tese!), mas terminei ontem (31 out 2009) o <em>Leite derramado</em>, de Chico Buarque. Uma nota recentemente publicada na revista <a href="http://bravonline.abril.com.br/index.shtml" target="_blank">Bravo</a>, informa que Chico teria declarado que a música é arte da juventude e que a literatura é arte da maturidade. Isso está plenamente de acordo com sua escrita. Quem acompanhou seu estilo desde o <em>Estorvo</em>, seu primeiro romance, pode perceber sua evolução. <em>Estorvo</em>, aliás, cntinua sendo, na minha modesta opinião, seu romance mais enigmático. Budapeste, penso, é o mais bem acabado e, por isso, mais fácil de digerir.</p>
<p>Em <em>Leite derramado</em>, um homem muito velho está num hospital e relata, numa conversa direta com o leitor, usando outros personagens como pretexto, a saga de sua família, tendo como pano de fundo, como observou <a href="http://www.chicobuarque.com.br/construcao/mestre_cin.asp?pg=lit_leite.htm" target="_blank">Leyla Perrone-Moisés</a> na orelha do livro, a história do Brasil dos últimos dois séculos. O velho desfia, num monólogo, intermináveis e repetitivas histórias dos seus dramas familiares. O texto é uma referência explícita a sua bela música <a href="http://www.chicobuarque.com.br/construcao/mestre.asp?pg=ovelhofr_87.htm" target="_blank"><em>O velho Francisco</em></a>, de 1987. Chico, aliás, ainda muito jovem já havia manifestado preocupação com a temática em <a href="http://www.chicobuarque.com.br/construcao/mestre.asp?pg=ovelho_68.htm" target="_blank"><em>O velho</em></a>, de 1968.</p>
<p>Como na música, o personagem do romance torna-se ícone dos velhos que abandonamos nos asilos, quando já não são merecedores de nossa paciência. Como na música, o velho representa o que sobra de uma longo caminho de decadência social e econômica e que, sem prestígio, é abandonado à própria sorte.</p>
<p>Destaco alguns trechos:</p>
<p><em>[...] Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta. o ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe nos outros a culpa de sua feíra. [...] (p. 62-63)<br />
</em></p>
<p><em>[...] Se com a idade a gente dá para repetir casos antigos, palavra por palavra, não é por cansaço da alma, é por esmero. É para si próprio que um velho repete sempre a mesma história, como se assim tirasse cópias dela, para a hipótese de a história se extraviar. [...]</em> (p. 96)</p>
<p>O texto é, como se pode perceber pelas amostras, e como se pode esperar do nome que o assina, muito interessante, mas, quer saber, ainda prefiro a juventude de Chico Buarque expressa em suas músicas.</p>
<p> Viewed 2127 times by 487 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=635</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre o bibliotecário</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=630</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=630#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 08:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recente]]></category>
		<category><![CDATA[ciência da informação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=630</guid>
		<description><![CDATA[Para que entendamos um pouco melhor que representa o universo da biblioteconomia, retomo Umberto Eco e seu famoso O Nome da Rosa. O ambiente do romance, relembremos, é uma abadia do século XIV, no sul da Itália, onde ocorre uma série de homicídios motivados pelo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para que entendamos um pouco melhor que representa o universo da biblioteconomia, retomo Umberto Eco e seu famoso <em>O Nome da Rosa</em>. O ambiente do romance, relembremos, é uma abadia do século XIV, no sul da Itália, onde ocorre uma série de homicídios motivados pelo interesse que alguns livros despertam. Interessa-nos aqui, e passo a citar, o momento em que o Abade fala sobre a papel do bibliotecário:<br />
<em>[...] Somente o bibliotecário, além de saber, tem o direito de mover-se nos labirintos dos livros, somente ele sabe onde encontrá-los e onde guardá-los, somente ele é responsável pela sua conservação. [...] E o elenco de títulos sempre diz um pouco, somente o bibliotecário sabe da colocação do volume, do grau de sua inacessibilidade, que tipo de segredos, de verdades ou de mentiras o volume encerra. Somente ele decide como, e se devefornecê-lo ao monge que o está requerendo [...]. Porque nem todas as verdades são para todos os ouvidos (ECO, 1983, p. 53-54).<br />
</em></p>
<p>Ainda bem que isso mudou um pouco, não!?</p>
<p>O que representa ser bibliotecário hoje?  Todos já ouvimos falar da sociedade da informação. Uma pesquisa com o termo informação no <em>Google</em>, este oráculo moderno, resulta em 4,5 milhões de páginas. Isso apenas em português; em inglês o número sobe para 120 milhões. Não tive tempo de ler todos os textos encontrados&#8230; Nunca teremos tempo de ler todos os textos encontrados. Com a avalanche diária de publicações impressas ou digitais hoje, é possível que nem encontremos mais os documentos de que precisamos. Para isso precisamos de bibliotecários, para nos<br />
ajudar a resolver nossa ansiedade de informação.</p>
<p>Num livro denominado <em>Missão do bibliotecário</em>, que já conta 40 anos, o pensador espanhol Ortega y Gasset, preocupado com o crescimento exponencial da produção de livros, atribuiu-nos a missão de atuarmos fundamentalmente como um filtro que se interpõe entre a proliferação descontrolada de publicações inúteis e o leitor. Para que saibamos separar o útil do inútil precisamos de critérios de classificação, de indexação e de disseminação da informação, Precisamos de bibliotecários técnicos e cultos. Há <a href="http://doraexlibris.wordpress.com/2008/04/17/missao-do-bibliotecario-por-ortega-y-gasset/" target="_blank">uma resenha do livro</a>, muito bem feita, por sinal, no blog Dora Ex Libris]</p>
<p>A profissão desenvolveu-se à sombra de valores quase místicos: a biblioteca como templo, o livro como objeto sagrado (Deus IIOS fala por meio de um livro, não se esqueçam), o sentido misterioso, litúrgico, do ato de ler&#8230; Essa relação se manteve mais ou menos estável desde o surgimento da escrita. Há algo no ar que promete mudar essa relação: a internet. Considerando-se o acervo que depositamos nas bibliotecas mundo afora, o que tenIDS disponível na internet é ainda insignificante. Mas é algo que já começa a fazer sentido, notadamente no campo da literatura científica. Precisamos estar atentos!</p>
<p>Uma frase atribuída a Bossuet, um bispo e teólogo francês do século XVII, diz o seguinte: &#8220;No Egito, chamavam se as bibliotecas tesouros dos remédios da alma. Com efeito, tratava-se nela a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e origem das demais&#8221;.</p>
<p>Segue, portanto, um conselho final: é preciso disseminar o saber; é preciso amar os livros, independentemente do seu suporte, e amar igualmente o ser humano, independentemente de sua origem ou condição.</p>
<p>Referências:</p>
<p>ECO, Umberto.  <strong>O nome da rosa</strong>.  Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.</p>
<p>ORTEGA Y GASSET, José. <strong>Missão do Bibliotecário.</strong> Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2006.</p>
<p> Viewed 2015 times by 424 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=630</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As melhores universidades</title>
		<link>http://profwalter.com.br/?p=597</link>
		<comments>http://profwalter.com.br/?p=597#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 09:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Walter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Recente]]></category>
		<category><![CDATA[ranking]]></category>
		<category><![CDATA[univerisidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://profwalter.com.br/?p=597</guid>
		<description><![CDATA[Recentemente, em aula, um aluno me perguntou sobre quais  seriam as melhores universidade do mundo. Ufanista, brigou comigo quando lhe disse que as melhores brasileiras apareciam abaixo do número cem, mas que não sabia falar com exatidão sobre isso. É verdade que nunca antes na...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, em aula, um aluno me perguntou sobre quais  seriam as melhores universidade do mundo. Ufanista, brigou comigo quando lhe disse que as melhores brasileiras apareciam abaixo do número cem, mas que não sabia falar com exatidão sobre isso. É verdade que <em>nunca antes na história deste país </em>estivemos tão preocupados com a educação e que ampliamos consideravelmente a oferta (a relação disso com a qualidade do ensino merece outros <em>posts</em>), mas ainda estamos longe do modelo mais próximo do ideal (ou do minimamente recomendável). Isso vale também para o ensino superior, como pode atestar quem acompanha, na lida diária ou por meio de noticiários, este universo.</p>
<p>Para atender a curiosidade do aluno e a minha, evidentemente, e espero que a sua também,  localizei o <em>ranking</em> mundial publicado anualmente pela <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/hybrid.asp?typeCode=153" target="_blank"><em>Times Higher Education (THE)</em></a>, uma espécie de revista especializada em notícias relacionadas com o sistema de educação superior britânico. A lista contempla apenas as 200 melhores e por pouco não deixamos de aparecer em 2008. Nossa melhor universidade (pelos padrões da lista), a <a href="http://www.usp.br" target="_blank">USP</a>, aparece em 196º. Em 2007 ocupava um honroso 175º lugar. Para o regozijo dos discípulos daquele locutor esportivo que afirma não haver &#8216;nada melhor que ganhar da Argentina&#8217;, ela aparece uma posição depois do Brasil na lista, em 197º. Mas não comemore ainda! Enquanto a USP perdeu 21 posições, de 2007 para 2008, a <a href="http://www.uba.ar/homepage.php" target="_blank"><em>Universidad de Buenos Aires</em></a> ganhou 67 (ocupava o  264º posto em 2007). Brasil e Argentina, aliás, são os dois únicos representantes da América Latina na lista. Os Estados Unidos aparecem 58 vezes entre as duzentas  mais e possuem  também a melhor universidade (adivinhe qual é? Harvard, pela terceira vez seguida!) e a segunda colocada, Yale. A melhor colocação entre as britânicas pertence a <em>University of Cambridge</em>, que ocupa o 3º lugar.</p>
<p>O <em>ranking</em> tem sido publicado <em> </em>desde 2004. A USP aparece em três ocasiões: 196ª em 2008 e 2005; 175ª em 2007. A Unicamp, única outra representante brasileira, aparece apenas em 2007, na 177ª posição.</p>
<p>Listas deste tipo, quer elenquem as &#8216;melhores&#8217; universidades ou as &#8216;melhores&#8217; equipes de futebol, sempre causam polêmicas. Devem ser encaradas como são: listas que evidenciam aspectos quantitativos. Aspectos quantitivos, neste caso, são sinalizadores, apontam para algo que pode ser explorado com mais profundidade. Exatamente por isso são importantes. É preciso, claro, compreender muito bem os critérios utilizados (não os encontrei de forma explícita no THE, mas ainda volto a pesquisar sobre isso).</p>
<p>Eis as listas completas: <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/Journals/THE/THE/17_August_2007/attachments/WORLDRANKINGS2008.pdf" target="_blank">2008</a>, <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/Magazines/THES/graphics/WorldRankings2007.pdf" target="_blank">2007</a>, <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/Magazines/THES/graphics/WorldRankings2006.pdf" target="_blank">2006</a>, <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/Magazines/THES/graphics/WorldRankings2005.pdf" target="_blank">2005</a>, <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/hybrid.asp?typeCode=153" target="_blank">2004</a>.</p>
<p>O <a href="http://www.timeshighereducation.co.uk/hybrid.asp?typeCode=431&amp;pubCode=1&amp;navcode=148" target="_blank">THE anunciou</a> que o <em>ranking </em>2009 será publicado no site no dia 8 de outubro. Oportunamente voltaremos ao assunto.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 115px; width: 1px; height: 1px;">
<table style="border-collapse: collapse; width: 320pt;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="427">
<col style="width: 128pt;" width="171"></col>
<col style="width: 48pt;" span="4" width="64"></col>
<tbody>
<tr style="height: 15pt;" height="20">
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; height: 15pt; width: 128pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" width="171" height="20"></td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; width: 48pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" width="64">2008</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; width: 48pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" width="64">2007</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; width: 48pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" width="64">2006</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; width: 48pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" width="64">2005</td>
</tr>
<tr style="height: 15pt;" height="20">
<td class="xl63" style="height: 15pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" height="20">USP<span> </span></td>
<td class="xl63" style="font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; border: medium medium 0.5pt none none solid -moz-use-text-color -moz-use-text-color #95b3d7;">196</td>
<td class="xl63" style="font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; border: medium medium 0.5pt none none solid -moz-use-text-color -moz-use-text-color #95b3d7;">175</td>
<td class="xl63" style="font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; border: medium medium 0.5pt none none solid -moz-use-text-color -moz-use-text-color #95b3d7;">-</td>
<td class="xl63" style="font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; border: medium 0.5pt 0.5pt medium none solid solid none -moz-use-text-color #95b3d7 #95b3d7 -moz-use-text-color;">196</td>
</tr>
<tr style="height: 15pt;" height="20">
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; height: 15pt; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri;" height="20">UNICAMP</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous; border: medium medium 0.5pt none none solid -moz-use-text-color -moz-use-text-color #95b3d7;">-</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous; border: medium medium 0.5pt none none solid -moz-use-text-color -moz-use-text-color #95b3d7;">177</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous; border: medium medium 0.5pt none none solid -moz-use-text-color -moz-use-text-color #95b3d7;">-</td>
<td class="xl63" style="background: #dbe5f1 none repeat scroll 0% 0%; font-size: 11pt; color: black; font-weight: 400; text-decoration: none; font-family: Calibri; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous; border: medium 0.5pt 0.5pt medium none solid solid none -moz-use-text-color #95b3d7 #95b3d7 -moz-use-text-color;">-</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p> Viewed 2007 times by 408 viewers </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://profwalter.com.br/?feed=rss2&amp;p=597</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
