Walter Moreira – 26 set. 2009
Recentemente, em aula, um aluno me perguntou sobre quais seriam as melhores universidades do mundo. Ufanista, brigou comigo quando lhe disse que as melhores brasileiras apareciam abaixo do número cem, mas que não sabia falar com exatidão sobre isso. É verdade que nunca antes na história deste país estivemos tão preocupados com a educação e que ampliamos consideravelmente a oferta (a relação entre isso e a qualidade do ensino merece outros posts), mas ainda estamos longe do modelo mais próximo do ideal (ou do minimamente recomendável). Isso vale também para o ensino superior, como pode atestar quem acompanha, na lida diária ou por meio de noticiários, esse universo.
Para atender a curiosidade do aluno e a minha, evidentemente, e espero que a sua também, localizei o ranking mundial publicado anualmente pela Times Higher Education (THE), uma espécie de revista especializada em notícias relacionadas ao sistema de educação superior britânico. A lista contempla apenas as 200 melhores e por pouco não deixamos de aparecer em 2008. Nossa melhor universidade (pelos padrões da lista), a USP aparece em 196º. Em 2007 ocupava um honroso 175º lugar. Para o regozijo dos discípulos daquele locutor esportivo que afirma não haver ‘nada melhor que ganhar da Argentina’, ela aparece uma posição depois do Brasil na lista: em 197º. Mas não comemore ainda! Enquanto a USP perdeu 21 posições, de 2007 para 2008, a Universidad de Buenos Aires ganhou 67 posições (ocupava o 264º posto em 2007). Brasil e Argentina, aliás, são os dois únicos representantes da América Latina na lista. Os Estados Unidos aparecem 58 vezes entre as duzentas mais e possuem também a melhor universidade (adivinhe qual é? Harvard, pela terceira vez seguida!) e a segunda colocada, Yale. A melhor colocação entre as britânicas pertence a University of Cambridge, que ocupa o 3º lugar.

O ranking tem sido publicado desde 2004. A USP aparece em três ocasiões: 196ª em 2008 e 2005; 175ª em 2007. A Unicamp, única outra representante brasileira, aparece apenas em 2007, na 177ª posição.
Listas deste tipo, quer elenquem as ‘melhores’ universidades ou as ‘melhores’ equipes de futebol, sempre causam polêmicas. Devem ser encaradas como são: listas que evidenciam aspectos quantitativos. Aspectos quantitativos, nesse caso, são sinalizadores e apontam para algo que pode ser explorado com mais profundidade. Exatamente por isso são importantes. É preciso, claro, compreender muito bem os critérios utilizados (não os encontrei de forma explícita na THE, mas ainda volto a pesquisar sobre isso).
Eis as listas completas: 2008, 2007, 2006, 2005, 2004.
A THE anunciou que o ranking 2009 será publicado no site no dia 8 de outubro. Oportunamente voltaremos ao assunto.
As melhores universidades – Walter Moreira – 26 set. 2009
Recentemente, em aula, um aluno me perguntou sobre quais seriam as melhores universidades do mundo. Ufanista, brigou comigo quando lhe disse que as melhores brasileiras apareciam abaixo do número cem, mas que não sabia falar com exatidão sobre isso. É verdade que nunca antes na história deste país estivemos tão preocupados com a educação e que ampliamos consideravelmente a oferta (a relação entre isso e a qualidade do ensino merece outros posts), mas ainda estamos longe do modelo mais próximo do ideal (ou do minimamente recomendável). Isso vale também para o ensino superior, como pode atestar quem acompanha, na lida diária ou por meio de noticiários, esse universo.
Para atender a curiosidade do aluno e a minha, evidentemente, e espero que a sua também, localizei o ranking mundial publicado anualmente pela Times Higher Education (THE), uma espécie de revista especializada em notícias relacionadas ao sistema de educação superior britânico. A lista contempla apenas as 200 melhores e por pouco não deixamos de aparecer em 2008. Nossa melhor universidade (pelos padrões da lista), a USP aparece em 196º. Em 2007 ocupava um honroso 175º lugar. Para o regozijo dos discípulos daquele locutor esportivo que afirma não haver ‘nada melhor que ganhar da Argentina’, ela aparece uma posição depois do Brasil na lista: em 197º. Mas não comemore ainda! Enquanto a USP perdeu 21 posições, de 2007 para 2008, a Universidad de Buenos Aires ganhou 67 posições (ocupava o 264º posto em 2007). Brasil e Argentina, aliás, são os dois únicos representantes da América Latina na lista. Os Estados Unidos aparecem 58 vezes entre as duzentas mais e possuem também a melhor universidade (adivinhe qual é? Harvard, pela terceira vez seguida!) e a segunda colocada, Yale. A melhor colocação entre as britânicas pertence a University of Cambridge, que ocupa o 3º lugar.
O ranking tem sido publicado desde 2004. A USP aparece em três ocasiões: 196ª em 2008 e 2005; 175ª em 2007. A Unicamp, única outra representante brasileira, aparece apenas em 2007, na 177ª posição.
Listas deste tipo, quer elenquem as ‘melhores’ universidades ou as ‘melhores’ equipes de futebol, sempre causam polêmicas. Devem ser encaradas como são: listas que evidenciam aspectos quantitativos. Aspectos quantitativos, nesse caso, são sinalizadores e apontam para algo que pode ser explorado com mais profundidade. Exatamente por isso são importantes. É preciso, claro, compreender muito bem os critérios utilizados (não os encontrei de forma explícita na THE, mas ainda volto a pesquisar sobre isso).
Eis as listas completas: 2008, 2007, 2006, 2005, 2004.
A THE anunciou que o ranking 2009 será publicado no site no dia 8 de outubro. Oportunamente voltaremos ao assunto.