eletronicaRecentemente, no dia 24 mar. 2009, o Google anunciou a integração de tecnologias semânticas ao seu sistema de busca. Trata-se de um avanço considerável: será que finalmente os computadores vão contrariar Picasso e demonstrar alguma inteligência? Acredito (torço?) que não. Como todos sabem, nossa capacidade de inferência, de ultrapassar um mundo puramente sintático (aquele habitado pelos mecanismos de busca que ainda insistem em índices de ocorrência como critério de matching), e habitar um mundo semântico e pragmático é um fatores responsáveis pela nossa dificuldade em nos fazer entender pela máquina. Bem, na verdade, isso torna o mundo tão complexo que nem conseguimos nos fazer entender por outros seres humanos.

Li em algum lugar, algum dia: o computador é tão burro que, embora "conviva" diariamente conosco, muitas vezes por longos anos, é incapaz de saber, quando nos afastamos deles, se saímos para tomar um café ou se desaparecemos para sempre de nossas casas, coisa que até nossos cachorro percebem.

Seria realmente fantástico se os mecanismos de busca pudessem "compreender" uma frase, por exemplo, se pudessem compreender o contexto e o sentido por trás das palavras. Isso nos economizaria muito tempo gasto em longas e intermináveis buscas. É esperar e testar para conferir.

Veja a notícia completa.

 

Sir Ken Robinson é uma autoridade mundial em assuntos como criatividade e inovação. Neste vídeo da série TED Talks ele faz uma defesa apaixonada e muito bem humorada da necessidade de inserção de processos criativos em nossos sistemas educacionais, em todos os níveis, especialmente na educação infantil. É realmente surpreendente a capacidade que algumas escolas possuem de deseducar as crianças no que se refere à criatividade.

Tratando da leitura, por exemplo, nunca conheci uma criança que não gostasse de ler, que não manifestasse ansiedade pela "hora da leitura", ainda que essa leitura fosse conduzida pelo pai ou pela mãe e não um exercício de autonomia. O que ocorre quando essa criança entra na escola todos sabemos: tome "prova do livro" e o consequente desgosto pela leitura. É preciso mesmo repensar velhas práticas...

Vale a pena conferir os vídeos.

Parte1

Parte 2

*Obrigado ao Thiago pela dica

 

Quem convive com bibliotecas sabe, uma das tarefas mais difíceis é fazer o usuário compreender por que razões não pode permanecer alguns dias (meses?) mais com o livro que tomou emprestado, já que na biblioteca o livro pode ficar "armazenado", dias a fio sem nem mesmo uma simples consulta. A noção de bem público ainda falta e passa pela discussão sobre o acesso democrático à informação.

Não concordo, naturalmente, com posturas radicais, mas uma boa educação de usuários sempre cai bem.

Vejam o que ocorreu nos EUA. Se essa moda pega no Brasil.....

Mulher vai presa por não devolver livro a biblioteca nos EUA

Para ser solta, ela teve de pagar US$ 250.  Biblioteca desistiu de acusação de furto, após acordo com a cliente.

Quer mais bizarro:

Gambá provoca fechamento de biblioteca nos EUA

Funcionários e visitantes do local não suportam o cheiro do animal.

Em se tratando de tecnologias da informação, fazer previsões é sempre muito complicado. A rigor, nada garante, por exemplo, que experimentaremos daqui pra frente avanço diretamente proporcional ao que tivemos nas últimas décadas.  Basta voltar um pouco na história para perceber como fomos incapazes de prever coisas tão elementares como o e-mail. Neste período, nossos filmes de ficção futuristas tornaram-se ridículos, pois quase sempre retratavam estes nossos tempos de forma bem diferente.

Isso não nos livra, contudo, do saboroso exercício da "futurologia". Como nossas vidas serão transformadas? Cabe repetir a pergunta de Juan Luis Cebrián em seu livro homônimo, dúvida que preocupou igualmente Michel Dertouzos, em seu O que será? Como o novo mundo da informação transformará nossas vidas.

Confira o vídeo que o MIT publicou sobre o assunto.