Minha amiga Maria de Lourdes Camelo publicou, melhor, presenteou-nos com mais um belíssimo texto (já comentei outros textos dela aqui no blog) sobre suas recordações de Alvinópolis, sua cidade natal, em Minas Gerais. Não sei se digo isso apenas porque, ainda que não o seja, tenho alma mineira, mas espanta-me como Lourdes consegue falar de lugares por onde andei e relatar com pureza de emoção, experiências que me tornaram o que sou. Talvez não seja nada disso, talvez seja simplesmente a força de sua literatura.  O fato é que não conheço Alvinópolis, nem conheci a menina que caminhava por suas ruas,  e nisto está o encanto do texto: a tradução de algum sentimento que é universal, que consegue falar particularmente comigo, com cada um de nós, justamente porque fala com todos, porque trata de coisas da alma, da delicadeza de sentimentos.

Comunhão provoca essas e outras sensações e é, por isso, literatura de primeira grandeza e merece ser degustado.

 

Recomendo aos seres humanos de plantão, àqueles que ainda não desistiram da beleza e da sensibilidade, os textos que minha amiga, Maria de Lourdes Camelo, tem publicado na coluna de literatura do site que noticia sua cidade natal, Alvinópolis, em Minas Gerais.

Lourdes tem uma escritura muito pessoal, reminiscente, envolvente, mineira, boa como um dedo de prosa com Getulino em sua presença. Aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-la  de perto, de beneficiar-se de sua sabedoria,  sabem que sua autocrítica é, na verdade, nossa inimiga, pois impediu-a, por muito tempo, de escrever ou de publicar coisas deliciosas como as que, livre dos pudores da "menina do Monte Santo", ou daquela que se escondia na venda do pai, vem agora nos brindar.

Confira  - A venda e Monte Santo, rogai por nós